28,29 e 30 de Julho de 2010
16:00 as 22:00hs
Expominas - Gameleira - BH/MG

Cedro Têxtil projeta crescimento neste ano



"A CEDRO é apoiadora da FaiMinas 2010"

A Cedro Têxtil S/A já recontratou todos os funcionários que foram demitidos ao longo do ano passado em função das perdas causadas pela crise financeira global. Além disso, a indústria opera com sua capacidade instalada máxima e projeta um crescimento dos negócios de pelo menos 4% para 2010 sobre o resultado de 2009, estimativa que acompanha as projeções do setor em nível nacional para o exercício. As informações são do presidente da empresa, Aguinaldo Diniz Filho.

No último ano, a companhia teve que enxugar o efetivo para adequar a produção ao cenário econômico desfavorável em virtude da crise e da concorrência predatória com os produtos chineses. A medida afetou cerca de 400 funcionários, que, segundo o presidente da Cedro, já foram recontratados. "Hoje operamos com plena capacidade e readmitimos a totalidade dos trabalhadores demitidos naquele período", afirmou.

Portanto, a Cedro possui hoje um quadro de pessoal que totaliza aproximadamente 3 mil funcionários, divididos entre a sede da empresa, situada na Capital, e nas unidades de Sete Lagoas e Caetanópolis, ambas na região Central do Estado, além de uma em Pirapora, no Norte de Minas. A companhia mantém, ainda, dois centros de distribuição de produtos têxteis: um em Contagem (RMBH) e outro em Pirapora.

Além do câmbio atual, que continua desfavorável às exportações e, em contrapartida, propulsor das importações, a crise também mudou o pefil das vendas externas da companhia. Atualmente, menos de 5% da produção são destinados ao mercado internacional, percentual que no período pré-crise já alcançou 6%. "Reduzimos os embarques como a maioria das indústrias de transformação nacionais", frisou.
Recuperação - Mediante a recuperação e o horizonte que se mostra favorável à economia nacional, Diniz Filho revelou que a Cedro já deu início a um plano de investimentos que abrange o biênio 2010/2011 e favorece o aumento da produtividade da empresa, além de prever a ampliação do mix de produtos, aportes em equipamentos e novas tecnologias e melhoria de competitividade. "Os valores não podem ser revelados, mas as inversões promoverão uma relevante evolução nos negócios da empresa", disse.

Se a crise parece estar ficando para trás, Diniz Filho, que também é presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), enfatizou que a alta carga tributária e os elevados encargos com a folha de pagamento no país prejudicam todas as empresas do setor, já que, na outra ponta, não existem barreiras para a entrada de produtos chineses no mercado doméstico.

"Quanto mais vermos esse tipo de produtos no mercado interno, mais desemprego é gerado no país e mais postos de trabalho geramos para os chineses", ressaltou. E, de acordo com ele, isso atinge diretamente os dois problemas fundamentais do Brasil: a educação e a geração de empregos. "O objetivo prioritário da Cedro e do setor tem que ser a geração de empregos dentro do país, ao invés de colaborar para o crescimento da China", completou.

Segundo ele, a competitividade das empresas brasileiras do segmento com as asiáticas é prejudicada pela falta de políticas de proteção alfandegária, já que as mercadorias chinesas, em especial, entram no país desenfreadamente e com preços baixos. A alta acessibilidade desses produtos em detrimento do alto custo dos fabricados no Brasil ocorre em função de que, na China, a moeda nacional, o iuan, é mais de 30% defasada em relação ao real.


Encargos - Além disso, os encargos salariais da indústria têxtil nacional chegam a bater na casa dos 103% do custo total da folha de pagamento, o que significa que as fabricantes de tecidos e confecções brasileiras pagam, de fato, o dobro do salário dos seus empregados em função dos encargos trabalhistas e tributários.

Na China, ao contrário, os mesmos encargos não passam de 15% dos custos com a folha de pagamento, além de o país ter uma mão de obra abundante e conseqüentemente barata. "Esses fatores maquiam o preço das mercadorias chinesas, que chegam ao país com preços baixos", observou.

Diniz Filho foi ainda mais contundente em relação à entrada de produtos asiáticos no país. "Não podemos escancarar as portas para os chineses. Isso favorece o desemprego no país. O Brasil tem que investir em medidas de contenção para essas mercadorias e alavancar a geração de empregos no mercado interno", argumentou.

Para agravar a situação, a indústria têxtil e de confecção nacional tem enfrentado um contínuo processo de adequação para manter-se competitiva. "Enquanto a inflação nos últimos 15 anos chegou à casa dos 217%, o preço do vestuário subiu apenas 21% no mesmo intervalo. As margens estão muito pressionadas", destacou o presidente da Abit.






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